Recessão atinge de forma cruel os mais pobres

Mutirão de empregos transforma locais onde há vagas disponíveis em formigueiros humanos. Sinal do desespero da classe trabalhadora e também de que a política econômica vibrante não passou de promessa.

A retomada da política neoliberal fez vítimas, são as camadas mais pobres que voltaram a fazer o “rol das despesas”: comida, remédio, água, luz, dentista, gás, combustível, entre outras. É quando as famílias mais vulneráveis economicamente precisam escolher de acordo com suas necessidades.

E no mesmo período da recessão aprovaram a reforma trabalhista, com a precarização do trabalho institucionalizada; e a da previdência, que transformou a aposentadoria em um conto de fadas. Além disso, outra tragédia anunciada foi o aumento da desigualdade social.

Para quem está diariamente ouvindo a classe trabalhadora, como é o caso do presidente do Sintracia, Cirso da Silva, é preocupante o aumento do desequilíbrio entre ricos e pobres.

O dirigente explica que “se continuar do jeito que está, caminhamos para uma convulsão social não diferente do que acontece nos países vizinhos, como o Chile e Equador, que seguiram com essa política neoliberal”.

Um levantamento do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV) aponta que, enquanto a economia encolhia, entre 2014 e 2017, a renda se concentrava nas mãos dos mais ricos. No mesmo período, o Brasil viu surgir mais de seis milhões de “novos pobres”, pessoas sem emprego e que vivem com renda inferior aos R$ 233 por mês.

Ainda segundo dados da FGV, a renda dos 1% mais rico, aproximadamente 21 milhões de pessoas, e que ganham entre R$ 5.911 e R$ 11.781 no mercado de trabalho, cresceu dois dígitos: 10,11%; e a renda dos 10% mais ricos subiu 3%.

Para o dirigente, a situação não estaria tão caótica se o Governo Federal se preocupasse com as parcelas mais vulneráveis da população. “O mais triste é saber que há alternativa. Se aumentar a cobertura do Bolsa Família, por exemplo, irá ampliar a rede de proteção social”, aponta Cirso.

O efeito multiplicador do Bolsa Família é três vezes maior que o de gastos com a previdência, e cinco vezes maior que o de medidas como liberar saques do FGTS, alternativa já realizada no governo do ex-presidente Michel Temer e de Jair Bolsonaro, conforme aponta os dados da FGV.

Fonte:Sintracia

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