Mobilização dos trabalhadores força retirada de pontos da Reforma da Previdência

A Reforma da Previdência proposta pelo Governo Federal é um dos projetos mais cruéis com os trabalhadores da história recente do Brasil. Não é de se espantar que, para conseguir aprovar o texto, Jair Bolsonaro tenha se deparado com grande resistência na sociedade e também entre os parlamentares do Congresso Nacional.

Não teve jeito: o governo e sua base aliada tiveram que recuar em alguns pontos da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 6/2019 para viabilizar sua votação na comissão especial que analisou o projeto na Câmara.

O relator da reforma na comissão, o deputado federal Samuel Moreira (PSDB-SP), propôs a retirada de itens como a implementação do modelo de capitalização e as mudanças no Benefício de Prestação Continuada (BPC).

As alterações na proposta vieram à tona momentos antes da Greve Geral do dia 14 de junho, que levou milhões de trabalhadores às ruas em protesto contra a Reforma da Previdência. A atuação política dos sindicatos, dos movimentos sociais e dos parlamentares progressistas foi fundamental para barrar esses retrocessos.

Como resultado, o texto encaminhado ao plenário da Câmara dos Deputados não continha mais alguns itens propostos por Jair Bolsonaro. O tempo mínimo de contribuição caiu de 20 para 15 anos para homens e mulheres, os estados e municípios foram retirados da reforma e os trabalhadores rurais não serão mais afetados pelas mudanças no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Para o presidente do Sintraria, Cirso da Silva, ainda que os trabalhadores tenham conquistado essas vitórias parciais, a mobilização precisa seguir a todo vapor.

“O fato é que a Reforma foi aprovada no primeiro turno da Câmara dos Deputados, o que demonstra novamente o descaso da maioria dos deputados com o futuro da classe trabalhadora. Precisamos nos mobilizar ainda mais para barrar de vez a tramitação do projeto”, afirma.

Fonte: Sintracia

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