Estresse e exposição ao sol no trabalho podem causar vitiligo

Aos poucos, manchas brancas surgem na pele e começam a crescer. Não há dor ou coceira para dar pistas do que pode estar acontecendo. Ao procurar o médico, a pessoa descobre que está com vitiligo. Apesar de não ter cura, a doença não é contagiosa e não traz qualquer consequência além da mudança estética. Suas causas não são totalmente definidas, mas pesquisas recentes constataram que fatores emocionais podem desencadear o seu surgimento.

O vitiligo nada mais é do que a perda de células que produzem a melanina, proteína que dá cor à pele e aos pelos do corpo. Como as manchas têm intensidades e tamanhos diferentes, o tratamento varia em cada caso. Tanto o diagnóstico quanto o acompanhamento são feitos pelo dermatologista.

Alguns fatores podem estar ligados ao aparecimento da doença. O uso de produtos químicos e a exposição excessiva ao sol são alguns deles, assim como o estresse.

“Se as funções do trabalhador exigem a exposição constante ao sol, o empregador tem a obrigação de oferecer equipamento de proteção adequado. Qualquer desconforto no ambiente de trabalho deve ser comunicado ao Sintracia o quanto antes. Quando informado, o sindicato pode tomar as providências necessárias mantendo o nome de quem denunciou em segredo”, explica o presidente da entidade, Cirso da Silva.

Entenda a doença

Existem dois tipos de vitiligo: o localizado, que atinge pontos isolados, e o generalizado, que provoca a perda de toda a pigmentação da pele.

A maior dificuldade que as pessoas portadoras do vitiligo enfrentam é o preconceito, já que as manchas são vistas com estranheza pelos outros.

Assim como várias outras doenças, o diagnóstico precoce é a melhor forma de controlar o vitiligo e alcançar o máximo de eficácia no tratamento.

É possível recuperar parte da pigmentação da pele por meio do transplante de melanócitos, as células responsáveis pela produção de melanina.

Recomenda-se que o portador do vitiligo inicie um acompanhamento psicológico para lidar com o preconceito. Por conta dele, as mudanças estéticas tendem a provocar o isolamento social e em alguns casos, até a depressão.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) estima que 0,5% da população mundial seja portadora do vitiligo. No Brasil, três milhões de pessoas convivem com a doença.

Fonte: Sintracia

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