Esforço físico feito no setor de panificação coloca saúde do trabalhador em risco

As atividades do setor de panificação e confeitaria exigem um esforço físico intenso dos trabalhadores e, muitas vezes, as condições de trabalho desses funcionários são precárias. Tais fatores colaboram para o surgimento e agravamento de doenças ocupacionais.

O crescimento no número de indústrias do setor, além de gerar mais empregos, aumenta a demanda por produtos melhores e diferenciados, que necessitam da utilização de máquinas e equipamentos cada vez melhores e mais modernos.

A participação do setor de panificação na indústria de produtos alimentares é de 36,2%. São mais de 60 mil estabelecimentos do ramo em todo o Brasil. Para que essa indústria funcione, os funcionários do setor vivem uma rotina intensa de trabalho. Muitas vezes, as atividades realizadas durante o expediente são pesadas e repetitivas, sejam elas realizadas manualmente ou com a ajuda de máquinas.

A repetição contínua de uma atividade pode causar uma Lesão por Esforço Repetitivo (LER). Esta síndrome é constituída por um grupo de doenças, como tendinite, tenossinovite, bursite e epicondilite. Elas afetam músculos, nervos e tendões dos membros superiores, provocando dor e inflamação que podem alterar a capacidade funcional da região comprometida.

De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Brasil 3.568.095 pessoas com mais de 18 anos declararam ter recebido o diagnóstico de LER. A síndrome ganhou visibilidade no país em 1990, quando entidades sindicais realizaram movimentos e denúncias sobre a ocorrência desse problema em trabalhadores de várias empresas. A partir disso, surgiram os primeiros protocolos do Ministério da Saúde e da Previdência Social sobre o assunto.

Para o presidente do Sintracia, Cirso da Silva, a categoria representada pelo sindicato sofre ainda mais com essa situação por conta dos movimentos repetitivos exigidos pelo setor de panificação e confeitaria. “A rotina de trabalho para nosso setor acaba causando e agravando quadros de LER e outras doenças ocupacionais. É dever do patrão ter consciência sobre isso e oferecer soluções para evitar o desgaste físico e psicológicos dos trabalhadores”, explica.

Para prevenir a LER e outras doenças ocupacionais, é necessário que a empresa altere a gestão e a organização de trabalho e coloque a saúde e o bem-estar de seus trabalhadores em primeiro lugar. O funcionário precisa ter autonomia no trabalho e seus limites respeitados.

Se o trabalhador perceber que sua saúde está sendo prejudicada por condições impróprias no trabalho, deve procurar o sindicato e relatar o problema. Todas as medidas cabíveis serão tomadas para mudar essa situação.

Fonte: Sintracia

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