Direitos dos trabalhadores x ganância dos patrões: conheça a história da CLT

Alvo de ataques da direita e das elites, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) foi criada em 1943 e reúne as garantias trabalhistas no Brasil. Ela é muito mais do que um documento: é resultado de muitos anos de luta dos trabalhadores por respeito e dignidade.

Ela é considerada um marco na garantia da cidadania dos brasileiros. Pontos como a duração da jornada de trabalho, as férias remuneradas, o aviso prévio, o adicional noturno e muitos outros direitos estão garantidos pela CLT.

Antes de 1943, o Brasil já tinha leis trabalhistas, mas elas estavam isoladas e desconectadas. Com a criação da CLT no governo de Getúlio Vargas, pela primeira vez as garantias dos trabalhadores foram reunidas em um só documento.

De lá para cá, a CLT passou por algumas transformações de acordo com o governo de cada época. A ditadura militar, por exemplo, decretou o arrocho salarial e proibiu as campanhas salariais, suspendendo alguns direitos da CLT por anos.

A última grande ofensiva contra ela se deu no governo de Michel Temer com a Reforma Trabalhista, que modificou mais de 100 pontos do documento, e a aprovação da Lei das Terceirizações.

Por delimitar os direitos do trabalhadores e frear a ganância dos patrões, não é de se espantar que a CLT seja alvo de ataques dos grandes empresários e seus representantes na política. O presidente Jair Bolsonaro, por exemplo, chegou a afirmar que o mercado de trabalho deveria se aproximar da informalidade, negando as conquistas da CLT.

Já o vice-presidente da República, General Hamilton Mourão, declarou que o 13º salário é prejudicial aos empresários, sugerindo um “grande acordo nacional” para acabar com ele.

Para o presidente do Sintracia, Cirso da Silva, a luta dos trabalhadores pelos seus direitos precisa ser constante.

“A história da CLT é a história de todos os trabalhadores. São muitos anos de luta para que nenhum direito seja desrespeitado ou esquecido. Por isso, não se deixe enganar por discursos governistas que prometem a salvação do país. Assim como a Reforma Trabalhista não melhorou a relação entre empregado e patrão, e nem aumentou o número de empregos, nenhuma medida desses governantes visa beneficiar o trabalhador. Os sindicatos, sim, estão sempre presentes na luta por direitos e na proteção da classe trabalhadora, porque nós também somos trabalhadores”, afirma.

 

Fonte: Sintracia

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