Com Reforma da Previdência, Brasil viverá surto de pobreza entre idosos

A proposta de Reforma da Previdência do Governo Federal representa um dos maiores ataques aos direitos sociais da história recente do Brasil. A população sabe disso, tanto que a medida enfrenta grande rejeição social. Em vez de ouvir a voz dos trabalhadores, o presidente Jair Bolsonaro avança em mentiras e chantagens para conseguir aprovar o projeto.

O problema é que, em médio prazo, a Reforma da Previdência irá gerar uma verdadeira epidemia de pobreza e desamparo na terceira idade. Não se trata de um exercício de adivinhação, mas da simples constatação de que o modelo de reforma proposto para o Brasil pelo governo Bolsonaro deu errado em países semelhantes ao nosso.

O exemplo mais conhecido é o do Chile, que implementou o modelo de capitalização na década de 1980, durante a ditadura de Augusto Pinochet. Nesse sistema, cada trabalhador contribui individualmente para uma espécie de poupança que depois é utilizada para custear o benefício. Instituições financeiras podem, ainda, investir esse dinheiro no mercado, o que aumenta a insegurança sobre o valor da aposentadoria.

Hoje, o país vive um surto de pobreza e suicídio na terceira idade. Não é para menos: 90% dos primeiros aposentados pelo sistema de capitalização recebem cerca de metade do salário mínimo do país. Se for implementado no Brasil, esse modelo, que só serve para favorecer os banqueiros, irá acabar com a possibilidade de bem-estar e qualidade de vida aos brasileiros idosos.

Uma projeção do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)  sugere o tamanho do estrago: espera-se que, com a aprovação da Reforma, o índice de pobreza na terceira idade suba dos atuais 3% para cerca de 70%.

Para o presidente do Sintracia, Cirso da Silva, a mobilização dos trabalhadores contra a Reforma da Previdência de Bolsonaro é fundamental para barrar um futuro de miséria no Brasil. “Bolsonaro ignora as experiências fracassadas de outros países e decide jogar os brasileiros na incerteza do modelo de capitalização. Mais do que nunca é preciso mobilizar-se contra esse retrocesso promovido pela extrema-direita”, afirma.

Fonte: Sintracia

Desenvolvido por ABRIDOR DE LATAS COMUNICAÇÃO SINDICAL