Baixa iluminação no local de trabalho pode causar problemas de saúde graves

Mesmo que em menor frequência em relação ao passado, muitos trabalhadores da indústria da panificação e da confeitaria ainda iniciam o expediente durante a noite. Isso contribui para a cronodisrrupção, período no qual acontece uma desorganização temporal e fisiológica. A Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer (IARC) classifica o problema como cancerígeno.

O desempenho laboral é menor nos momentos em que a temperatura corporal está mais baixa, entre 4h e 6h da manhã, afetando o rendimento de quem trabalha no período noturno. Durante os primeiros dias de trabalho, é difícil identificar essa queda na produtividade. Porém, com o passar dos dias, surgem atrasos de raciocínio, problemas de memória e erros.

Esses fatores aumentam os riscos no ambiente de trabalho noturno e na madrugada. Os perigos se agravam quando os turnos são mais prolongados ou quando a rotatividade de funcionários é muito alta.

No período da noite, a secreção de cortisol é menor e os níveis de adrenalina são mais baixos. Ao longo do dia, acontece o oposto. Isso faz com que o sono dos trabalhadores que precisam dormir de manhã ou à tarde seja mais curto e menos reparador, diminuindo seu desempenho no decorrer do expediente.

Para o presidente do Sintracia, Cirso da Silva, é uma responsabilidade básica da empresa proporcionar condições de iluminação adequadas para a equipe. “A Norma Regulamentadora (NR) 7, do Ministério do Trabalho e Emprego, define os padrões de luminosidade que precisam ser implantados no local de trabalho. É uma questão de saúde dos trabalhadores e precisa ser respeitada”, comenta.

 Fonte: Sintracia              

Desenvolvido por ABRIDOR DE LATAS COMUNICAÇÃO SINDICAL